LIDERAR, SERVIR OU TREINAR?


Hoje quero refletir contigo sobre três verbos que fazem toda a diferença em uma instituição, seja ela com ou sem fins lucrativos, e que quando conjugados na prática geram riquezas, elevam competências técnicas e atitudinais das equipes e transformam ideias em ações.

Entretanto no dia a dia vemos tais verbos ou posturas, que precisam co-existir dentro das tantas atribuições que fazem parte da posição de quem atua como gestor, sendo confundidas ou mesmo sendo exercitadas em separado como se cada uma destas posturas fossem independentes.

Como sempre tenho feito em meus artigos, eu quero mais uma vez lhe apoiar a compreender com um pouco mais de profundidade que tais papéis fazem parte de competências essenciais presentes em gestores de excelência nestes novos tempos. Sem a capacidade de liderar, servir e treinar pessoas no melhor e mais nobre dos sentidos, um fundador, executivo, dirigente ou gestor de um negócio apenas será capaz de no mínimo sustentar seu cargo ou título – algo que se esvairá no tempo sem deixar legados ou resultados significativos.

Liderar: a inspiração que surge da visão

Na posição de gestão, uma de suas principais responsabilidades é liderar pessoas e isto implica em criar, comunicar e compartilhar com entusiasmo uma determinada visão, ou seja, deixar claro o caminho – os motivos que levam as pessoas a seguir tal caminho e durante o caminho proposto, inspirar as pessoas para quem prossigam mesmo quando as coisas ficam difíceis.

O que é mais comum é encontrar gestores apresentando metas e mais metas às suas áreas e times de trabalho, mas tudo isto sem alma e sem vida, com um raso e pífio engajamento, algo que na maioria das vezes é recebido como simples ordens sem sentido.

Caro gestor, liderar pessoas é engaja-las em uma poderosa visão daquilo que precisa ser feito, algo que acontece quando o gestor é capaz de compartilhar e inspirar a sua equipe com uma missão que tem significado para todos – afinal de contas as pessoas não seguem ordens, as pessoas sempre seguem líderes e propósitos legítimos.

Pare e pense: Como você tem comunicado, inspirado e compartilhado suas metas, objetivos e a visão de onde a sua área ou empresa precisa chegar?

Servir: a liberação do caminho do potencial

Este conceito apesar de amplamente “marketeado” nos últimos tempos nas obras literárias, ainda é algo pouco compreendido em sua verdadeira essência, servir na posição de liderança é ajudar e apoiar as pessoas a sua volta a atingirem o melhor delas mesmas, servir é liberar o potencial existente em cada pessoa para que elas façam o que precisa ser feito no mais alto nível de eficácia.

Quero me concentrar aqui no fato de que servir é ajudar as pessoas a alcançarem suas metas, a descobrirem seus próprios talentos e dons, a evoluírem em seus atuais desempenhos e a desejarem ser a cada dia melhores.

Porém o que é mais comum encontrar e de forma incrível e assustadora no mundo dos negócios corporativo, são gestores emperrando o potencial das equipes, complicando a vida das equipes, bloqueando talentos e muitas vezes de forma tirânica e patológica, tolhendo potenciais a sua volta.

E isto ocorre dentro das corporações em 99% das vezes por causa do lado negro de um ego mal gerenciado, por causa de uma pobreza de espírito que não consegue enxergar que o papel nobre de um gestor e líder é liberar o caminho e não atulhar as pessoas com coisas, rotinas, tarefas ou demandas que não geram valor ou resultados.

Pare e pense: Como você tem servido a sua equipe? Você tem facilitado ou complicado a vida do seu time? A sua visão de servir é a de servir aos outros ou a si mesmo?

Treinar: a lapidação de talentos na prática

Não basta inspirar uma grande visão e liberar o potencial das pessoas para que possam fazer algo grandioso, é preciso acrescentar a tudo isto um duro trabalho de lapidação humana que ocorre por uma abordagem de treinamento diário e continuado, onde cada gestor assume a missão de coach, mentor e treinador da sua equipe.

O trabalho de mostrar e facilitar o caminho para que as pessoas atinjam alvos determinados é feito de uma longa estrada que envolve treinamento conforme cada necessidade identificada por níveis de maturidade e desenvolvimento técnico e atitudinal de cada membro da equipe: a equipe quer e saber fazer?

O papel de treinar no sentido de implantar a cultura de aprendizagem contínua na empresa é algo que não pode ser exclusivamente delegado a terceiros , ainda que se conte com o apoio e suporte de áreas estratégicas como o RH, DHO ou T&D e parcerias estratégicas de consultorias especializadas, é preciso que no dia a dia cada gestor e líder pratique “on the job training”, ou seja, esforce-se para apoiar o “como se faz” na prática – trazendo o treinamento da sala de aula para o dia a dia do negócio na prática.

Toda e qualquer equipe precisa de gestores e líderes que além de mostrar uma visão e liberar o caminho, as treine através de boa conversa coaching, por uma mentoria focada e por um processo de treinamento sistemático que envolva orientação, acompanhamento e intenso feedback-treinador (abordagem de pontos positivos + pontos a desenvolver + compromisso de mudança).

Pare e pense: Na posição de gestor e líder, como você tem assumido o papel de Líder Treinador da sua equipe? Quais necessidades de desenvolvimento possui a sua equipe? O que você está fazendo para ter uma equipe de alto desempenho?

Lidere, sirva e treine a sua equipe com base nas reflexões acima, invista em tudo que lhe ajude a ser um líder melhor, um líder servidor melhor e um líder treinador melhor e assim deixe um legado, marque positivamente a vida das pessoas, deixe sucessores e passe por este mundo fazendo realmente a diferença.

Abraço grande e muitas realizações!

Fonte: Liderar, servir ou treinar?

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