A CENTRALIZAÇÃO DA ECONOMIA NO BRASIL!

economia“Se avaliarmos alguns aspectos da atual economia do Brasil, podemos compará-lo aos Estados Unidos de 20 anos atrás ou a Europa 30 anos mais jovem”.

Num primeiro momento esta afirmação pode parecer negativa à nós brasileiros, em imaginarmos 20 ou 30 anos atrasados em nosso progresso, contudo, a leitura é um pouco diferente, fenômenos ocorridos na economia de grandes países em tempos passados são hoje uma realidade na terra do futebol.

O mercado de consumo no Brasil está se concentrando em domínio de poucas empresas, chamamos de fenômeno de centralização ou unificação de mercado. Para compreendermos melhor segue um simples exemplo, tente se lembrar quantas opções de hiper ou supermercados e lojas de consumo em geral existiam há 20 anos, talvez você se lembrou de Paes Mendonça, Jumbo Eletro, Arapuã, Disco, Mappim, Sendas, Redes G. Aronson, enfim, são diversas empresas que fecharam suas portas ou foram vendidas por diversas razões e certamente um dos motivos que contribuiu para este cenário foi o início da centralização do mercado no Brasil.

A maioria destas empresas enceraram suas atividades em 1999, por sinal um ano de muita turbulência na economia do país, o presidente Fernando Henrique Cardoso toma posse para seu segundo mandato discursando “não fui eleito para ser o gerente da crise”, por outro lado, a inflação estava controlada, o plano real havia dado certo e o risco país diminuindo. A combinação destes fatores aumentou o foco para investimentos estrangeiros no país, seria o início da chegada de grandes empresas no intuito de explorar a boa expectativa acerca do futuro de nossa economia.
O velho ditado que ensina “se não pode com ele junte-se a ele”, foi imperativo à algumas empresas no Brasil observando a ameaça da chegada de grandes empresas para atuarem no mesmo mercado, optaram então por realizar fusões e acordos de parcerias e esta é uma realidade cada vez mais comum nos noticiários de economia vistos ultimamente.

O melhor exemplo e mais recente é o caso do Carrefour, Wal Mart e Grupo Pão de Açúcar, os três juntos são responsáveis pela maior parte de distribuição alimentícia no país, o que há pouco anos era descentralizada em pelo menos 30 grandes distribuidores.

Podemos enxergar também esta centralização da economia em outros mercados como, farmácias, restaurantes, lavanderias, postos de combustíveis entre outros.

Minha conclusão é que estamos em evolução à uma economia de primeiro mundo onde os grandes imperam e os pequenos encontram seu espaço desde que não seja o território desejado pelos gigantes. Tentar concorrer com os grandes somente será possível oferecendo condições especiais através de serviços com alta qualidade e diferenciais que não sejam possíveis aos gigantes, ou seja, a necessidade de se reinventar é cada vez maior e necessária, com os gigantes não é possível bater de frente com mix de produtos e tentativas de preços mais baixos, o princípio básico da administração nos ensina, vende mais quem compra mais.

Por outro lado, todo este fenômeno de concentração está oportunizando uma enorme demanda ao quarto setor econômico, a maior prova disto é o aumento do mercado de trabalho por meio de empresas de prestadoras de serviços, atualmente a maior responsável pela empregabilidade no país.

Se talvez amanhã você for tomar um café e comer um pão de queijo na lanchonete de anos da esquina de sua residência e se deparar no local da lanchonete com uma nova franquia do Frans Café ou Casa do Pão de Queijo, não se assuste, lembre-se, isto é uma consequência da centralização da economia no Brasil!

Fonte: A Centralização da economia no brasil

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